sábado, 14 de abril de 2012

A Lenda de Ana e o Mar







A água vai e volta.
Lá, onde ela vai se molhar.
O sol ilumina a paisagem,
Subindo e subindo devagar.

O vento sopra levemente,
Vindo anunciar.
É dia de casamento.
Ana vai se casar.

Ana tem uma triste história.
Que é esta que vou contar.
Cheia de encontros e desencontros.
E todos envolvendo o mar.

Quando nasceu, perdeu a mãe
E seu pai sozinho a criou.
Cresceu sem nenhum amigo.
Cresceu sem nenhum amor.

Um dia ao amanhecer
Pela areia a caminhar.
no aniversário de cinco anos,
Ana conheceu o mar.

Ali naquele dia
Uma amizade começou.
Porém o que Ana não imaginava
É que o mar, por ela se apaixonou.

O tempo foi passando
E Ana cresceu.
E conheceu Tiago,
No dia que o pai morreu.

Sozinha no mundo
Sem ninguém pra se apoiar.
Ana se apaixonou por Tiago
E com ele jurou casar.

Era dia de São Pedro
Quando Ana contou ao mar.
Que apaixonada por Tiago estava
E com ele ia se casar.

Uma fúria tomou conta dele.
Quando ela revelou.
E em desespero ele recorreu à lua,
Para devolver-lhe seu amor.

A lua pensativa,
O desejo do amigo realizou.
Mas não antes de advertí-lo,
Sobre as consequencias do que desejou.

Na noite antes do casamento,
Tiago à uma festa se dirigiu.
E na volta para casa,
Uma canção o atraiu.

Uma bela mulher vestida de preto,
Cantando no meio do mar estava.
E tiago atraido por ela,
Mal percebeu que se afogava.

Ana acordou cedo,
E começou a se arrumar.
O casamento era no início da noite,
E precisava se embelezar.

O relógio correu rápido,
Fazendo o tempo girar.
Como se ele quisesse,
As horas apressar.

Na hora do casamento,
Ana até o altar se dirigiu.
Mas Tiago não estava lá.
As mulheres diziam: ele fugiu.

No altar vestida de noiva,
Ana começou a chorar.
E seu desespero se tornou maior,
Quando um menino entrou na capela a gritar.

Ele está Morto.
É o que ele dizia.
Sem acreditar nele,
Ana saiu da capela e na chuva corria.

Jogado na areia,
O corpo de Tiago estava.
Completamente deformado.
Parecendo que gritara, quando descobrira que se afogava.

Ana então percebeu,
Que o mar, dela o tirou.
E olhando para o amigo,
Ela o amaldiçoou.

A lua lentamente subia,
Como testemunha.
Daquela sinistra estória,
Que acabaria como ela supunha.

Ana correu mais rápido
Que qualquer um que a tentava impedir.
Correu até a 'Garganta do Diabo'
E lá se pôs a sorrir.

um grito ecoou pelo vale,
Mães começaram a chorar.
Quando Ana começou a dizer
Quando Ana começou a gritar.

"Levaste meu amado.
Pensando que a mim teria.
Mas o que jamais pensaste,
É que sem Tiago eu não viveria."

Ana saltou do penhasco
E contra as rochas bateu.
O mar pareceu agitado,
Quando em suas águas Ana morreu.

A velha senhora da ilha,
No enterro de Ana e Tiago compareceu,
Dizendo belas palavras.
Sobre tudo o que aconteceu.

Se desejas algo,
Haja corretamente.
Se perder o que queria,
Sorria alegremente.

Não tente destruir aquilo,
Que as pessoas chamam de amor.
Pois tudo que lhe restará no fim,
É uma infinita dor.

Tiago morreu afogado.
Pois o mar se tornou mesquinho.
Ana morreu com ele,
Deixando o mar sozinho.

O castigo por sua crueldade,
Por duas almas inocentes matar.
É ter os dois amantes,
Vivendo felizes para sempre, em suas águas no mar.

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